
A Banda de Jongo de São Benedito leva o som dos tambores e a força da tradição afro-capixaba à comunidade quilombola de Pedra Branca, dentro da programação do Junho Cultural, no próximo dia 13 de junho. O encontro reforça a circulação de manifestações culturais de matriz africana em territórios historicamente ligados à resistência e à preservação da memória.
A apresentação integra ações contempladas pelo edital de circulação cultural da Secretaria da Cultura do Espírito Santo, voltado ao fomento de projetos que ampliam o acesso à arte em diferentes regiões do Estado. A iniciativa busca descentralizar a produção cultural e fortalecer grupos tradicionais, garantindo que expressões como o jongo alcancem novos públicos e territórios.
Para o presidente da Afro Chaves, Carlos Alexandre Natal, a apresentação tem caráter simbólico e político. “Levar a Banda de Jongo de São Benedito para Pedra Branca, dentro do Junho Cultural, é reafirmar a força da cultura negra nos territórios quilombolas. É uma troca de saberes que mantém viva a tradição e fortalece a identidade dessas comunidades”, destaca.
Organizador do evento, Fábio Lyrio ressalta o papel da programação na valorização das comunidades tradicionais. “O Junho Cultural nasce com essa proposta de dar visibilidade às expressões culturais do interior, especialmente aquelas ligadas à história e à resistência do povo negro. Trazer o jongo para Pedra Branca é reconhecer esse território como espaço de cultura viva”, afirma.
Com repertório que atravessa gerações, a banda mantém viva uma das mais importantes expressões culturais do Espírito Santo, conectando passado e presente por meio do ritmo, da dança e do canto. A apresentação em Pedra Branca se soma à programação do Junho Cultural, ampliando o alcance de uma prática reconhecida como patrimônio cultural brasileiro.
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